Ocupação das escolas : uma oportunidade para transmutação e para o inédito.

Publicado por Gabriel Pavani em 7/5/2016

O que tem esses jovens ? Eles não tem nada. Foram desamparados e trapaceados no jogo socioeconômico

Mas na mesma medida : eles tem tudo. No sentido em que , neste momento , eles deixam seu desejo , deixam aquilo que urge de mais importante , de mais vital em contato direto com a vida.

Sem dissimulações. Eles perceberam que as máscaras sob as quais o real se esconde são sempre as mesmas .Operam ,desse modo, um retorno a fonte do real onde não se conhece nem saciedade , nem desgosto ,nem indisposição de si, nem cansaço. Um retorno a zona vital da vida, onde todo possível é possível.

Agora , é preciso APOIÁ-LOS, fornecer os alicerces : Muita CIÊNCIA, muita ARTE e muita AUTONOMIA . Não só apoiá-los , mas, por que não , se unir a eles . Começar a criar novos modos e configurações sociais A PARTIR DA INICIATIVA DELES , com eles. Criar práticas interventoras que inspirem novas maneiras de se fazer política, e que não se confundam com as políticas partidárias e seus desgastados meios institucionais de representação ou participação indireta das decisões que afetam o destino de nossas vidas, de nossa sociedade. Uma política-cientifica-cultural autônoma e não representativa torna-se urgente .NÃO DÁ MAIS. É preciso estar atento a raridade deste momento e o fato de não termos mais modelos politico-sociais a copiar. Temos que criar o inédito, pois bem, então, que seja com vigor e seja AGORA.

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"Todos podem ser cientistas, todos podem ser artistas, todos podem ser cidadãos"

" Quando fugimos ou nos ausentamos de nós mesmos, e abandonamos nossa potência de fazer a diferença entregando-a a sorte de um tutor ou, o que é o mesmo, não tomamos conta da parte que nos cabe, quando nos ocupamos em buscar culpados, desperdiçamos o melhor do que nos acontece, trabalhamos contra nós mesmos. O que é fazer a sua parte?"