Os afetos são forças irredutíveis da natureza.

Publicado por Gabriel Pavani em 14/5/2016

"Definiremos um animal, ou um homem, não por sua forma ou por seus órgãos e suas funções, e tampouco como sujeito: nós o definiremos pelos afetos de que ele é capaz."

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Há um pressuposto científico clássico : O universo é composto de matéria e 4 forças físicas irredutíveis ( força gravitacional , eletromagnética , fraca e forte )

Segundo esse pano de fundo , os afetos humanos , por exemplo , seriam apenas produtos/resultados da atividade desse conglomerado de forças física manifestos a partir de um órgão material chamado cérebro. Com isso , então , como eles são manifestos a partir do cérebro e "eu" sou o cérebro , logo , "eu" controlo a manifestação dos meus afetos. Assim pensava Descarte, por exemplo.Pois bem , como partimos inicialmente de pressupostos , poderíamos com a mesma legitimidade partir de outro pressuposto : Os afetos são forças básicas e irredutíveis da natureza, assim como a gravidade. Não são produtos e sim causas.

Considerar os afetos como forças irredutíveis da natureza tem uma longa tradição passando através do hinduísmo , taoismo , William Shakespeare , Espinoza , Nietzsche . Segundo esses os afetos só querem uma coisa : Ganhar expressão. O que , então , nos caberia ? Entender. Entender a expressão deles. Assim se daria , por exemplo , a ideia clara em Espinoza.

A partir desse entendimento urge uma nova revolução científica tendo como expoentes : Dr. Nise da Silveira e Dr. Humberto Maturana .

A questão da arte e da ciência é só uma : Entender os afetos. E isso , de modo algum , se dá pela razão. Pois , quando os afetos aparecem que não está presente ? Justamente , a razão.