NUMA SOCIEDADE DOENTE, SAÚDE MENTAL É REMAR CONTRA A CORRENTE.

Publicado por Vitor Pordeus em 18/6/2016

saúde mental é resistência

Trabalhar com saúde mental é um desafio imenso pois a primeira passagem é conhecer e controlar sua própria loucura, depois propor para a coletividade um método e conteúdo que seja capaz de produzir a promoção da saúde mental desse coletivo. Depois começa a fase onde nós estamos que é o debate da política de saúde mental por parte de autoridades completamente adoecidas pela corrupção, o abuso de poder, o egocentrismo, arrogância, e abundantes transtornos de personalidade. Em nossa experiência no Hotel da Loucura - que tem por referências artecientíficas Dra. Nise da Silveira, Dr. Lula Wanderley, Amir Haddad e numerosa bibliografia extensamente publicada - e mais recentemente no Canadá essa experiência vem se confirmando, o coletivo é essencial na promoção da saúde mental, a cultura coletiva, o teatro que todos fazem inconscientemente e que através do treinamento de ator em linguagem originária é capaz de reorganizar as emoções/corpo/mente. A experiência demonstra

Numa sociedade doente como a de nosso tempo histórico, promover saúde mental é necessariamente remar contra a corrente. Quem não faz isso, está automaticamente alinhado com a corrente maligna da doença mental coletiva, mesmo que fale em nome de Nise, que tente falar em nome de Dionisos, mesmo que diga que quer o melhor para os pacientes, mesmo que finja que age em interesse da saúde pública. As ações revelam, as experiências comprovam, as obras falam por si. Só é preciso que nosso povo exercite abrir o olho e os ouvidos, perceber, refletir sobre a prática, juntar as peças dos quebra cabeça.
Diz o Príncipe Hamlet: "Horácio, não tome esse veneno pois se você morrer, quem sobreviverá para contar minha história? Se você morrer de que terá valido o meu sacrifício? Reúne o povo na praça e conta a verdade inteira, exponha os cadáveres e conte todos os detalhes maiores e menores que me levaram a... o resto é silêncio.(morre)"