Nossa loucura é a hipertrofia do Ego: observações da psiquiatria transcultural.

Publicado por Vitor Pordeus em 9/11/2016

Não me entendam mal, o Ego, o eu, o conjunto das ideias que temos sobre nós próprios e nossos corpos é essencial para a a diferenciação da consciência e a emergência dos Reis Sagrados, dos Messias, dos Profetas que são indivíduos com egos altamente diferenciados e acima de tudo conectados com o conteúdo da natureza ou seja Deus (no séc XXI, a Biologia).

Não me entendam mal, o Ego, o eu, o conjunto das ideias que temos sobre nós próprios e nossos corpos é essencial para a a diferenciação da consciência e a emergência dos Reis Sagrados, dos Messias, dos Profetas que são indivíduos com egos altamente diferenciados e acima de tudo conectados com o conteúdo da natureza ou seja Deus (no séc XXI, a Biologia).
O problema é que todos posam de reis e rainhas mas não tem as verdadeiras essências de comunicação com a natureza. É tudo ego puro, que não sabe o que está fazendo, em estado de semi-consciência, governados por impulsos baixos e obscuros, sexuais, competitivos, poder, fama. Mesmo hoje esses que lideram multidões posando de rei e de rainha, servem claramente ao dinheiro, o Mamom da Bíblia, o Diabo do Dinheiro, são Faustos caminhando para o fundo do inferno e levarão todos aqueles que se iludirem com estas ideias falsas. Quanto mais hipertrofiado o ego maior é a dor, a depressão, a ansiedade, a bipolaridade e a fragmentação esquizofrênica.
Está mais que demonstrado por grandes e verdadeiros cientistas psiquiatras como Carl Jung, Nise da Silveira, John Weir Perry, que os episódios psicóticos, esta radical fragmentação do Ego, tem função de regeneração e que o problema grave de saúde mental deriva da repressão e aprisionamento dos conteúdos do inconsciente coletivo que se desenrolam, usando o termo de Perry, num drama ritual de renovação, onde os afetos-imagens desenrolam-se em narrativas, ritos de passagem, para o desenvolvimento da personalidade do indivíduo e a renovação energética e cultural da coletividade.
A atual psiquiatria cartesiana foi desenvolvida nos tempos da II guerra mundial com o eletrochoque e os psicotrópicos. Nas palavras de Ross Ashby, o brilhante ciberneticista britânico mas conservador psiquiatra que foi pioneiro nos desumanos experimentos com LSD e eletrochoques para a reprogramação de memórias na Inglaterra "A psiquiatria é a GUERRA da vontade do psiquiatra contra a vontade do doente." Precisa dizer mais?

Vitor Pordeus
Founder
People's University for Art and Science
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