Das lições que a psicose me presenteia diariamente

Publicado por Nathali Corrêa Cristino em 1/10/2015

Hoje fui atender meu querido "viajante do tempo". O atendimento começou assim:

Viajante: Você sabia que a sua dor é a minha dor e a minha dor é a sua dor?

Eu perguntei: Como assim?

Viajante: A sua dor e a minha dor é a dor de todos os seres que existem.

Eu, como sou meio burrinha às vezes, perguntei mais uma vez: Ainda não entendi, me explica de um jeito melhor?

Viajante: Quando alguém arranca a perna de uma formiga num jardim, quando alguém bate num cachorro, quando alguém atira num leão na floresta, quando alguém bate numa criança... a dor dos seres vivos é a nossa dor. Eu posso sentir toda a dor, você pode?

Eu digo: Mas então é muita dor, o que pode amenizar essa dor?

Viajante: Todos nós morremos por causa do tamanho da dor de todos os seres...

Eu respondo: Mas se compartilhamos a dor, o mesmo também deve acontecer com as alegrias?

Viajante: Todos nós sentimos as alegrias uns dos outros e são essas alegrias que nos protegem de morrer com tanta dor que partilhamos.

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