​ Zika é a Tecnodiabologia do Capetalismo!

Publicado por Vitor Pordeus em 1/2/2016

abra sua mente e veja as mutretas

Zika. Febre Amarela. Dengue. Chikungunya. Ninguém fala de saneamento básico. Ninguém fala de educação popular. Ninguém fala de ordem urbana de verdade. Ninguém fala de corrupção na gestão pública. Ninguém fala de licitações de emergência em casos de epidemias todos os anos. Epidemias todos os anos, maiores e menores.

No Núcleo de Cultura, Ciência e Saúde que fundei e coordeno há 7 anos na Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, contra todas as tendências e previsões da gestão em saúde hegemônica em nossa cidade, trabalhando coletivamente chegamos a conclusão que matar mosquito é uma ideia inútil, e que através do trabalho sério com educação e cultura, somos capazes de reorganizar a nós próprios, nosso meio ambiente e nosso mundo. Nasceu o Agente Cultural de Saúde, co-criado com ex-trabalhadores mata-mosquitos, que há cem anos vem tentando matar os mosquitos sem sucesso, desde que Oswaldo Cruz trouxe a ideia do Instituto Pasteur de Paris. As experiências dos Agentes Culturais de Saúde são amplamente bem sucedidas nesses sete anos, tudo documentado e publicado em nccsrio.blogspot.com para a experiência até 2012, e de 2012 para cá em www.upac.com.br.
Nessa altura do campeonato já não temos mais dúvidas da eficiência dos métodos adotados. O que nos perguntamos é porque a política pública, e os cidadãos, e as comunidades, ainda não perceberam que a atual política visa a destruição de nossas famílias e povo, para que o modelo de exploração total do povo e do país colonial continue prevalecendo, e que está em nossas mãos, em nossa cultura, em nossa memória, em nossa ancestralidade, conforme demonstram os métodos e as experiências, a chave para nossa liberação da opressão ideológica e cultural que fomos metidos. Nossas vozes e nossos corpos, nossos grupos, nossas famílias e nossas comunidades são nossas ferramentas básicas para nossa libertação enquanto pessoas, grupo, cidade, nação. Já sofremos demais os excessos desse Capetalismo tecnodiabólico pseudo-científico e pseudo-artístico.

Vá de retro!