​ "O Belo é Podre e o Podre Belo Sabe Ser" Shakespeare em Macbeth

Publicado por Vitor Pordeus em 8/1/2017

Como superar uma situação desta onde os indivíduos mais violentos e mais sem escrúpulos dominam toda a coletividade através da violência física e psicológica como acontece hoje em todo o mundo?

O diagnóstico é psicopatia genocida no governo do mundo e de grande parte dos países, mas não é de hoje, é desde que emergiram as consciências individuais falsas e obscuras, como movimento de oposição à emergência das consciências solares, individualizadas, personificadas e simbolizadas nos reis, profetas, príncipes, deuses e deusas. Foi a emergência destes indivíduos com egos altamente diferenciados, singularidades altamente expressadas, que inspirou o aparecimento do que chamamos consciência individual que eleva e diferencia simultaneamente a consciência coletiva. Entretanto, tem o lado sombrio, os egos conscientes e adequados à natureza, potentes e criativos, mobilizam egos sombrios, obscuros, inadequados, ambiciosos, desmedidos e o mais comum: violentos, habitam níveis inferiores de consciência e acreditam que podem resolver alguma coisa na violência, na arma, na guerra.

Como superar uma situação desta onde os indivíduos mais violentos e mais sem escrúpulos dominam toda a coletividade através da violência física e psicológica como acontece hoje em todo o mundo?

Certamente começa por ter um diagnóstico claro da situação. São indivíduos com transtornos de personalidade gravíssimos que devido a bloqueios nas relações afetivas mais elementares, geralmente com a mãe, cursam com o não desenvolvimento do sentimento do amor, que é simplesmente fundador para a humanidade verdadeira. Sem o amor, o indvíduo não é capaz de relacionar-se de forma verdadeira com o outro lado. Não cria a relação de afeto fundamental com o mundo, com o seio, com o útero, com o feminino. Produz estes machos desequilibrados, ambiciosos e violentos contra o feminino (levando ao ataque irracional de mulheres, crianças e travestis [e os travestis representam a mais audaciosa e ameaçante operação psicológica para um heterossexual inseguro: um homem que pelas circunstâncias da vida, morre a personalidade masculina e quem assume é a sombra, a ânima, o lado feminino e salva a consciência com uma personalidade feminina]).

Enfrentar o psicopata genocida é missão coletiva, pública, aberta e geral da sociedade. Hoje estamos inconscientemente promovendo os avanços destas verdadeiras ameaças públicas montadas em aparato de mídia que é quase inescapável, é o efeito psicopatiador que descreveu a psicanalista paulista Maria Rita Kiehl.

Enfrentar o macho desequilibrado e agressivo ao extremo é missão para o feminino ancestral, é missão para a mãe das mães, é missão para a Hécate, a deusa primordial do feminino, devoradora de tudo e criadora de tudo. Restaurar o feminino, sua ancestralidade, seus ritos, seus mitos, suas intuições, seus afetos, sua sexualidade, sua coletividade, a capacidade de amar, de aceitar a diferença, reconciliar os opostos precisa estar forte para que haja coesão social, tribo, coletividade para enfrentar a maldade do mundo que anda solta. Que venham todas as feiticeiras do mundo, Hécate é Rainha uma vez mais. Shakespeare sabia.

https://soundcloud.com/vitor-pordeus/shakespeares-hekate-song