"A loucura dos grandes deve ser vigiada"

Publicado por Vitor Pordeus em 9/2/2017

"A loucura dos grandes deve ser vigiada, pois um tremor em um Rei é sentida como uma imensa convulsão em toda a população." W. Shakespeare

O Rei/Líder/Profeta personifica a consciência individual e coletiva desde os primórdios de nossa cultura. A coletividade vive a experiência da consciência individual projetando sua consciência àquele indivíduo que no exercício pleno de suas capacidades e virtudes individuais eleva, inspira, oferece exemplos ao grupo social. Esta é a origem das realezas sagradas, originadas dos deuses solares há aproximadamente 7 mil anos atrás, deuses da consciência nas fases ancestrais de nossa cultura e humanidade.
O lado sombrio desde processo cultural e psicológico é que quando este líder é mau-caráter, ladrão, mentiroso, tirano, injusto, toda a consciência coletiva é rebaixada, vemos a guerra, o reino da morte, a ausência completa de consciência individual e coletiva. É o que estamos vivendo em todo o planeta, com essa onda de lideranças vampiras, mentirosas e desonestas. O comportamento do povo é explicado pelo espelho humano oferecido pelas lideranças. Por isso todas as formas de representação políticas e culturais são vitais para o funcionamento da sociedade.

Diz o Profeta William Shakespeare: "A loucura dos grandes deve ser vigiada, pois um tremor em um Rei é sentida como uma imensa convulsão em toda a população."

Precisamos revolucionar nossas representações, buscar novos representantes (políticos, artistas, cientistas, verdadeiros sábios) que personifiquem verdadeiramente os valores que queremos disseminar em nossas sociedades.

Enquanto confiarmos nossa representação política, cultural e coletiva aos mentirosos, ladrões, e tarados que fazemos nesta colônia tardia chamada Brasil, a maldade continuará solta em todos os níveis.

Precisamos de novos brasileiros que estejam dispostos a representar a nosso povo com dignidade, verdade e responsabilidade.

É hora de uma urgente revolução cultural. Que se apresentem os novos Brasileiros desta nova sociedade que queremos viver. Estes todos que estão aí apodreceram, caducaram, são vampiros zumbis, que não querem nada além de sugar e acumular o sangue do povo e da natureza.

E nós temos Brasileiros de bom caráter resistindo, trabalhando, inovando, propondo novas formas de representação e organização cultural, política e coletiva? Temos, muitos, isso é o que me dá esperança e alegria de que é absolutamente possível esta mudança.
Basta que acreditemos em nós próprios e o que temos de melhor. É uma mudança de consciência, de mentalidade, de construção de novos símbolos, personagens e atores. Os que vampirizaram até agora, podem ir para o túmulo do passado de violência e morte de nosso povo.

Ref. Perry, John Weir. The Lord of the Four Quarters: the mythology of kingship. 1966. New York, Paulist Press