Ninguém faz nada sozinho ou meritocracia é mentira.

Publicado por Vitor Pordeus em 11/2/2017

Peço aos senhores que não se indignem, pois todo ser humano precisa de ajuda.

Meus pais, Celia Pordeus e Wilton Quadros, lutaram muito para garantir que eu estudasse.
Victor Hugo Santiago, ator e professor de teatro, salvou minha vida ao me ensinar a fazer teatro aos 9 anos em Realengo e depois por vários anos seguintes por várias partes do RJ e ES.
Meu irmão de criação, Claudio Mesquita me ajudou pagando meu pré-vestibular num momento de máxima dificuldade.
Meus Professores na escola de medicina da UFF Salim Kanaan, Georgina Ribeiro, Graça Helena, Evandro Tinoco Mesquita me ajudaram e me apoiaram de todas as maneiras para eu conseguir me formar.
Meu Mestre Soberano Nelson Vaz na UFMG me ensinou a raciocinar e pesquisar imunologia e biololgia, salvando meu cérebro do lixo pseudo-científico que inunda as universidades e institutos de pesquisa.
No Hospital Pró-Cardíaco no Rio, graças a ajuda de Evandro Tinoco Mesquita e ao comitê dos diretores, me ajudaram me contratando para fazer pesquisa e pagaram minha primeira viagem para Israel para trabalhar com Yehuda Shoenfeld.
Yehuda Shoenfeld na Tel Aviv University me ajudou ensinando a fazer pesquisa e me deu meu primeiro grant de pesquisa quando eu era recém formado, valorizando minhas ideias e visões.
Irun Cohen, chefe da imunologia do Instituto Weizmann em Israel me ajudou me acolhendo com sua amizada e me ensinando os caminhos e métodos de uma ciência original e independente.
Humberto Maturana e Jorge Mpodozis, (apresentados pessoalmente a mim por Nelson Vaz) me ajudaram mostrando que outra biologia existe e que é possível transformar nossas teorias e práticas de forma absolutamente científica.
Meus Mestres Soberanos no Teatro Camilla Amado e Amir Haddad me ensinaram a sua preciosa arte, me curando das feridas que a pseudo-medicina e a pseudo-ciência às quais fui exposto me provocaram.
O secretário municipal de Saúde à época, Hans Fernando Dohmann, meu chefe e amigo, me ajudou a construir um departamento de cultura, ciência e saúde na secretaria municipal de saúde que mudaria minha vida.
Meus Mestres Vera Dantas, Ray Lima Cenopoesia, Junio Santos, Edu Viola, Lourdes Calheiros me ajudaram muito mostrando que é possível transformar a realidade através da cultura através de sua experiência. Me ensinaram a cantar, cenopoetizar, e trabalhar no território.
Minha Mãe Tânia de Yemanjá e Minha Avó Gisele Omindarewa Cossard me ajudaram me mostrando uma espiritualidade autêntica e uma psiquiatria relacional afro-brasileira.
A Dra. Nise da Silveira com de seus autênticos continuadores Lula Wanderley e Gina Ferreira me ajudaram mostrando um caminho de humanidade, humildade frente a vida e arte de cura no território de guerra brasileiro.
Meus Grandes Mestres Reginaldo Terra, Jaci Oliveira - Pelezinho, Mirian Rodrigues, Milton Freire, Nilo Sergio Fernandes de Oliveira, Marcia Gomes, Idemilton Andrade, Odacir França, Zézé Do Carmo, Karina Matos, Marcia Proenca, Paula Ferrão, Francine Lemos, Edmar Junior Oliveira mudaram minha vida mostrando que somos capazes sim de curar e resistir frente a avalanche de maldades em condições precaríssimas de trabalho.
Meu Mestre José Pacheco me ajuda e ajudou muito mostrando que fazer a revolução é questão de método e pedagogia.
Meu Mestre na Psiquiatria Transcultural Jacques Arpin me mostrou o caminho de uma psiquiatria científica e me encaminhou para a carreira científica internacional
E tem muitos outros Mestres que devo agradecer por aprender e me desenvolver em relação com eles. Imensa gratidão.
Gratidão mesmo aos que me atacaram, me perseguiram, me ignoraram, me sabotaram, pois ajudaram a definir meu caminho.

Peço aos senhores que não se indignem, pois todo ser humano precisa de ajuda. Peça ajuda. Ninguém faz nada sozinho.