Mais autonomia psíquica; menos dependência psíquica.

Publicado por Vitor Pordeus em 21/2/2017

Mais autonomia psíquica; menos dependência psíquica

Mais autonomia psíquica; menos dependência psíquica.

Enquanto não compreendermos que o processo de desenvolvimento biológico, corporal e psíquico se dá pelo ganho e fortalecimento da autonomia, isto é, a capacidade de organizar a própria performance, o próprio discurso, o discurso sobre a relaidade, ajustar o gesto à palavra e a palavra ao gesto como diz o Shakespeare. ou ainda como diz Paulo Freire,fazer o que falamos e falarmos o que fazemos, reencontrar a coerência a justiça de gesto e de palavra. Estes me parecem bons conceitos de autonomia.
Se não, estaremos sempre pensando na dependência do diabo do dinheiro, das droga legais e ilegais, da informação da teletela, das farsas dos cientistas e artistas anões inventivos alugáveis para qualquer finalidade.
Levanta povo, o cativeiro é ideológico, o cativeiro é cultural, é informacional, conhecimento é poder. Eu consegui escapar da pobre realidade do Brasil, da COHAB de Realengo, gueto histórico de grande densidade populacional e escarsos serviços públicos, como toda a zona oeste da cidade do Rio, como a maior parte da cidade do Rio que vive e trabalha explorada para sustentar e ostentar a maior concentração de renda do planeta e uma ditadura travestida de democracia que ninguém mais crê. Fui criado dentro do movimento comunitário na COHAB, meus pais eram pessoas engajadas na construção de uma sociedade menos horrenda, minha mãe é uma professora pública há 50 anos lutando para educar, porque ela também sabe que educar verdadeiramente, para a autonomia, não para a dependência, é a única maneira de curar e liberar um ser humano.
É momento de baixarmos os egos, termos humildade para aprender e acima de tudo humildade para reconhecer nossos erros, modificar nossa conduta e ensinar pelo exemplo. Qual exemplo? Das experiências bem sucedidadas e documentadas, comunicadas de forma honesta, que entregam os métodos, os conteúdos e desse modo são testáveis por toda a comunidade. Muito breve descobriremos que todos os velhos problemas que nos assolam tem soluções conhecidas, e muito mais, que coletivamente podemos devorar o demônio da ignorância e mudar a nós próprios em acordo com a natureza, nossa mãe, nosso pai, nossas Deusas e Deuses.

Levanta povo, cativeiro é ideológico. O desafio é humildade para aprender o método e o conteúdo adequado para cada realidade e território. De baixo para cima de dentro para fora. Sem segredo. Sem mistério. Papo reto científico. É inevitável que todos sejam cientistas e construam suas explicações através de experiências testáveis e reprodutíveis. Não a ciência podre das academias, o conhecimento de bomba atômica que só oprime e violenta a humanidade. A ciência de Nise da Silveira e Baruch Spinoza, de Humberto Maturana e Carl Jung. Esses sim fizeram de suas obras declarações de amor à natureza e à humanidade.