Psicopatologia da vida diária

Publicado por Reinaldo Pedreira Cerqueira da Silva em 17/3/2019

Comentário à margem da obra de Sigmund Freud

Em sua obra Psicopatologia da Vida Diária Sigmund Freud faz notar alguns esquecimentos e atos falhos do homem ocioso. Cremos ser importante atualizar este estudo pioneiro (cabendo a nós alguns comentários marginais) no sentido que o ócio virou negócio. A passagem do capitalismo da Revolução Industrial onde reinava o sobre-valor absoluto com o trabalhador perfazendo uma jornada de trabalho de 12 a 14 horas. Com a determinação legal da jornada de 8 horas, a estratégia dos patrões passou a ser o sobre-valor relativo (o trabalhador produz mais em menos tempo). É famosa a cena do filme de Chaplin onde o trabalhador está na linha de montagem apertando parafusos que passam na esteira. O rádio, o cinema e a TV ( e agora a internet) fazem parte de um grande sistema que explora o trabalhador além da esfera da produção, mas também como consumidor. A alienação do trabalhador no sistema dos patrões é tanto objetiva quanto subjetiva. Esperemos que aqueles melhores entrosados na analise deste fenômeno possam produzir mais estudos