A Estética do Oprimido de Boal

Publicado por Reinaldo Pedreira Cerqueira da Silva em 15/4/2019

Estética Teatro do Oprimido Arco-iris do desejo

Boal começa resgatando a palavra estética (tomada dos gregos e relançada na Alemanha do século XVIII, por Baungartem).

O teatrólogo brasileiro faz notar que a Estética tem uma irmã siamesa: a Noética (Inteligencia das ações).

Eis a minha dúvida: è possivel uma Estética sem uma tomada de posição face ao mundo objetivo?

A tentativa de solução de Kant (como demonstrou Lukács) cai no formalismo. O filósofo alemão exemplifica o seu formalismo ético com o seguinte exemplo: roubar um depósito. Segundo Kant isto entraria em contradição com o fato de que um depósito é feito para guardar coisas. Mas fiquemos com o exemplo do depósito num contexto particular: o saque dos depósitos pela população faminta durante a Revolução de 1905 na Rússia Imperial. Os cossacos encarregados de guarnecer os armazéns poderiam ter atirado contra a população, mas não o fizeram.

Portanto a categoria central que une a Estética e a Noética é a Particularidade, concebida como o tipo social em relação aos meios de produção? A máscara social? O leitor com a palavra.