Teatro do Oprimido e outras poeticas políticas

Publicado por Reinaldo Pedreira Cerqueira da Silva em 16/4/2019

Teatro do Oprimido Arcoiris do Desejo Dialética

Segundo Boal o Teatro Grego era a principio o canto ditirambico: o trabalhador após a colheita era o produtor e consumidor daquela arte. Todas formas das sociedades de exploração do trabalho são sociedades de classes. Classes são um conjunto de membros cujas relações levam inclusive a uma classe viver do trabalho de outra. Daí a Poética de Aristóteles ser uma poética política, posto que uma poética de classe.

Veio a Aristocracia e dividiu, com a tragédia grega palco e plateia. Alguns seriam protagonistas e outros receptores passivos.

O Homem do Renascimento, com o conceito de Virtù de Maquiavel, os protagonistas passaram a ser aristocratas, homens superiores à multidão.

A Estética de Hegel, na sociedade capitalista, faz o conceito (argumento) sobre a realidade residir na filosofia, enquanto a arte seria simples intuição da verdade. Para o filosofo alemão "a arte seria problemática, na medida em que a realidade seria prosaica". A arte burguesa cria herois aristocráticos distantes do povo.

Brecht rompeu o sistema coercitivo da poética de Aristóteles ao criar o conceito de público produtivo. "Eu nunca teria pensado nisto!", "Eu não agiria desta forma!", são reações opostas a ilusão de que o palco tem uma "quarta parede" que o separa do público.

Boal avançou ao propor a socialização dos meios de produção da arte através do Teatro. Ousaremos vencer esta batalha?