AVALIAÇÃO DE PONTOS E QUESTÕES PARA EVOLUÇÃO: Referentes ao III Congresso da UPAC

Publicado por Thamara Fernandes Sales Santos em 4/8/2013

Por Edmar, Larissa Leite, Raquel e Thamara

Os tópicos abaixo foram registrados em conversa entre alguns participantes, durante a noite do último dia do OCUPA NISE 2013. Este movimento foi espontâneo e informal, porém gerou o compromisso de compartilhar as pontuações junto aos organizadores e demais envolvidos no evento, de modo a experimentarmos novas estratégias de conduta para o próximo congresso da Universidade Popular de Arte e Ciência, a ser realizado em julho de 2014.

·Descentralização e compartilhamento das responsabilidades, atualmente focadas nas principais lideranças;

·Necessidade de maior democratização dos espaços e ações (conquistas que ainda não nos apropriamos);

·Muitas das oficinas programadas não foram realizadas;

·Sugestão de definição compartilhada da programação ao início do próximo congresso, com a apresentação verbal das propostas de atividades pelos próprios proponentes (além da inscrição prévia);

·Disponibilização de uma relação de materiais básicos para a realização de atividades;

·Organização de grupos de discussão e vivência durante o congresso;

·Divisão de tarefas entre os participantes para revezamento com os profissionais do NCCS, de modo a evitar sobrecarga dos mesmos;

·“ELO” – livre programação ou discussão de assuntos pertinentes aos acontecimentos do evento;

·Mural de divulgação conjunta (alimentado por quem quiser) e divulgação oral dos informes;

·Empoderamento do público quanto ao local, a partir da facilitação inicial (maior apropriação e responsabilização coletiva para respeito ao espaço a ser utilizado por todos, como ocorrido em 2012, quando cada um registrou sua marca);

·Ações externas estratégicas nas comunidades (turismo vivencial);

·Criação de “pontes” com as outras localidades do NCCS (por exemplo, participantes e facilitadores das Escolas Populares de Saúde mostrarem seus trabalhos e participarem efetivamente do congresso);

·Criação de outros eventos permanentes no Hotel da Loucura (Natal no Nise, “CarnaNise”, caravanas ou excursões, etc) e ocupação de espaços dos outros coletivos envolvidos para criar sustentabilidade da UPAC na comunidade;

·Parceria efetiva com gestores e trabalhadores locais (maior envolvimento das outras entidades ligadas ao Instituto Municipal Nise da Silveira para fortalecimento político e prático);

·Troca de materiais descartáveis, como copinhos por canecas, de modo a gerar menos lixo;

·Disponibilização de informações prévias aos participantes como orientação sobre o que levar, localização e deslocamentos;

·Espaço para avaliação coletiva final, além dos encaminhamentos;

·Orientação inicial aos participantes quanto à coerência entre os comportamentos individuais e discursos coletivos, especialmente com relação ao espaço de cuidados, saúde, convivência e ações educativas (por exemplo, consumo de cigarro no ambiente interno, sujeira, descarte de resíduos no chão, “calote” de pagamento do que se consome nos bares à noite e colaboração mútua na organização do espaço ou das atividades);

·Alternar a liderança e dividir funções entre outros, para reduzir a dependência da presença do Vítor para tomada de decisões;

·Ampliação das ações em pequenos grupos e espaços de discussão;

·Os pontos fortes foram as ações externas, dentro e fora do complexo hospitalar;

·Reflexões positivas sobre a evolução clínica dos clientes participantes dos processos do Ocupa Nise;

·Organização de uma “Caravana de Saúde Mental” para o Hotel da Loucura com hospedagem solidária (ou outras excursões);

·Momentos de integração são muito ricos para todos;

·Alimentação das informações no grupo do facebook, blog e/ou site;

·Necessidade de maiores cuidados com a infraestrutura disponível;

·Estimular doações para melhoria do espaço do Hotel da Loucura, além das parceiras;

·Investir na formação de novos atores (inclusive através da participação nos diversos eventos), para fortalecer e ampliar as ações da UPAC.