Gira Festival de Arte - Iporá.Goiás

Publicado por Daya Gomes em 15/7/2014

Somos um festival e tudo o que nasce junto com ele. Dá pra imaginar? A gente tem imaginado esse tudo e esse todo como um circuito cultural. Somos todas as artes. Mas não somos a política pública. Construímos com outros tantos agentes a política pública que ainda sonhamos - e que precisa cuidar de outras dimensões culturais. Temos cara própria e acreditamos em projetos artísticos bem específicos - que ainda assim são muitos. Não tantos a ponto de nos imobilizar e perder a identidade. Mas o bastante pra nos dar também a pegada de uma produtora cultural. Sim: puxamos um cordão de inclusão dos agentes culturais aqui do Oeste Goiano na Economia da Cultura. E convidamos parceiros de uma rede cultural do Cerrado pra puxar a corda junto com a gente. Somos a cidade - e somos também sua origem que vai além dela. Somos a região - e somos ainda um bioma que tem seu jeito próprio de expressar. Somos os artistas e os projetos e os eventos. Somos o meio do caminho - mas atendemos ao chamado de ajudar a dar a partida na ideia criativa. Somos o palco - mas não temos a pretensão de ser o palco exclusivo. Queremos mais. E alimentamos uma construção colaborativa que promove a autonomia dos projetos artísticos - que a poética de cada artista e cada grupo artístico circule por onde tiver que circular, como convém à Arte. E que ela encontre um lugar privilegiado no giros que construímos. E é assim, planejando e interagindo que os sonhos de tantos têm se concretizado. Somos a colheita revelando os frutos saborosos desse cerrado artístico. Somos um jirau quarando arte no sol quente do interior. Somos a conexão de mundos. Somos a construção paciente da vida - passando pelo afeto. Somos quem escolhemos e ainda quem chega. Somos quem nos escolheu e com a gente resolveu empreender. Somos profissionais na medida da maturidade de nossa produção artística. Somos empreendedores que enxergam tantos caminhos de desenvolvimento cultural. Somos amadores: amamos uma vida vivida de outro jeito. Amamos o diferente. E assim, somos iguais.