Vivência

Publicado por Alessandra Campos em 14/7/2014

Ao longo de sete dias loucura vivemos. Fomos Dionísio, Arteaud, Shakespeare, Brecht, Amir Haddad, Nise da Silveira e Spinoza. Representamos porque qualquer um pode ser ator e o mundo um palco. Fomos palco e nele fizemos teatro. Fomos um COLETIVO RITUAL. Ao adentrar por aquela porta entrei numa nova Era. Seria a Era de Aquarius? Não sei. O que eu sei é que NÃO POSSO e NÃO DEVO permanecer do mesmo jeito, enquadrada em caixas. Hoje ao sair por este mesmo portal, com certeza, não serei a mesma Alessandra que aqui chegou. Acredito que vocês também não. Que bom!!! A alquimia, macumba, amor, afeto ou o que queiram chamar...deu certo! Sempre dá. Na minha passagem pelo hotel aprendi que a sua dor é a minha dor, que a sua cura é a minha cura, que a Alê pode ser Berê, Miriam, Jeane, Sheila, Daisy, Pelezinho, Darci, Eduardo, Reginaldo e um pouquinho de todos vocês. Que um círculo nunca deixará de ser círculo porque nele não há início e nem fim. Que podemos ser de todos as cores: preto, vermelho ou amarelo...

Neste grande Teatro chamado Hotel e Spa da Loucura, pude observar grandes artistas, não falo de ator e atriz. Mas de artistas em sua maior completude. Não os que dominam as diferentes técnicas de representação. E sim, os que representam com o brilho nos olhos, com alma, com verdade. Como um copo enchi, transbordei, esvaziei repetidamente, inúmeras vezes. Isso é o que me move.

Agora com toda a sua licença, seu moço, a partir de hoje eu também sou Pordeus, Poreles, Pornós. E se pensar em desistir..."Tente. Queira. Basta ser sincero e desejar o mundo. Você é capaz de sacudir o mundo. Vai...Tente Outra Vez".

Axé! Saravá! Motumbá! Mukuiu! Kolofé! Namastê! Amém!