Teatro de DyoNises

Publicado por Eduardo Rocha em 28/9/2014

Teatro de DyoNises

O grupo de teatro do Núcleo de Cultura, Ciência e Saúde, da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, foi criado em 2009 pelo médico e ator Vitor Pordeus, integrado pelos agentes culturais de saúde e artistas convidados com formação em teatro de rua. Em 2012 recebeu o nome de Teatro de Revista Científica e atualmente está composto por artistas do Hotel da Loucura e da UPAC - Universidade Popular de Arte e Ciência e por clientes do Instituto Municipal de Atenção a Saúde Nise da Silveira, com o nome de Teatro de DyoNises.

Em 2010 foi criado o espetáculo “A terra não é o Centro do Universo” baseado na obra “A Vida de Galileu” de Bertold Brecht, com apresentações nas Celebrações da Saúde e da Cidadania, evento criado pelo Núcleo de Cultura Ciência e Saúde, com mais de 40 edições, em diversas praças públicas do município do Rio de Janeiro; apresentado também na EXPOGEP em Brasília e no III Encontro Nacional da ANEPS em Goiânia, no mesmo ano.

Em 2011, foi criado o espetáculo “Uma Cruzada, Um Profeta, Um Convite a Revelação”; com música original e arranjos do Maestro Alexandre Schubert e músicos do Conjunto Experimental Retreta do Apocalipse e argumento, roteiro e narração de Vitor Pordeus. O espetáculo retrata a remoção dos moradores das favelas do Rio de Janeiro na década de 1960 para a periferia da cidade, da construção da Cruzada São Sebastião por Dom Helder Câmara, arcebispo do Rio de Janeiro. Foi apresentado na própria Cruzada São Sebastião e na Cinelândia, no Dia Nacional da Consciência Negra, entre outras.

“O Auto da Paixão de Nise da Silveira” surgiu durante o II Congresso da UPAC, em 2012 quando foi apresentado no encerramento do Congresso de Medicina de Família e Comunidade da Universidade de Medicina de Petrópolis e na abertura do II Encontro Nacional da ANEPS realizado na UERJ.

Em 2013, no III Congresso da UPAC nasceu o espetáculo “Dionise-se, Apoline-se, Cure-se” apresentado no Teatro Cacilda Becker e no Congresso de Enfermagem da Universidade Gama Filho. Espetáculo co-construido no Hotel da Loucura no Instituto Municipal Nise da Silveira – Engenho de Dentro para Fora, explorando o território, suas memórias e histórias (anamnese comunitária). Participação livre e irrestrita de todos os seus seres humanos e seus atores.

Atualmente, estamos com o espetáculo de rua-oficina cenopoética-novela-documentário para internet ‘’Loucura sim mas tem seu método”, que teve sua estreia no dia 20 de março, na Praça Tiradentes, dentro do Festival Carioca de Arte Pública e se apresenta todas as quartas-feiras no Arpoador.

A construção do espetáculo ‘’Loucura sim mas tem seu método” se concretiza a partir dos princípios da Psiquiatria Cultural e se realizou por meio do processo terapêutico-cultural-político inspirado em Shakespeare, que nos propõe “Discernimento em tudo. Ajuste o gesto a palavra, e a palavra ao gesto”, narra a loucura geosociopolítica que assola a Dinamarca e mostra a potência profunda do ser humano, sua infinita capacidade de criar e destruir.