Oficinas de relaxamento

Publicado por Magno Myller em 4/11/2014

Divulgo aqui mais uma nota, pesquisa, desabafo e pensamentos resultantes da minha vivência no Hotel da Loucura. Leiam com carinho e presença!

Estar aqui é uma permissão divina. Por aqui me deparo com entidades vivas, que que lá fora são chamados de "doidos", de alguma forma sabendo eles ou não são guiados por um impulso Bem mais intuitivo. Sensíveis e sábios essas vozes loucos possuem uma sanidade invejável. O ser humano se comunica muito além das palavras e aqui se aprende esse diálogo interior e é com eles que aprendo a estar presente, me ensinam a preservar o equilíbrio da minha energia através do cuidado, da expressão artística e da presença.

A dança se torna elemento de conexão e a música harmonisa a melodia dos nossos movimentos, eis que a comunicação ancestral se faz presente mais uma vez.

Desde o nosso primeiro encontro na Oficina de Relaxamento e Desfragmentação (7/10) pude participar de um contato ainda tímido, porém rico de informação e troca. Nossas experiências e diferentes realidades espelham nossa completude e nescessidade um dos outros.

Nas nossas conversas o diálogo é unissuno "Precisamos nos cuidar".

No meu contato com os clientes e amigos durante as oficinas experimentais de relaxamento e desfragmentação posso experimentar diversas maneiras de estabelecer uma conexão com o outro. Lenvando em conta as limitações e características de cada um.

O relacionamento é a minha ligação com o outro e quando nos relacionamos estamos ,em comunicação direta. Estar atento a essas ligações aumentam a minha sensibilidade e consequentemente facilitam a comunicação.

Os passos para a comunicação clara e interlinguistica são: Atenção ao momento presente, olho no olho e percepção disponível.

a atenção no momento presente nada mais é do que dar consciências ao corpo da sua existência no espaço. Um bom exercício é, de olhos fechados respire fundo e abra os sentidos: audição (ouça cada detalhe que seu cérebro conseguir distinguir, sem tentar identificar ou julgar o que ouve, apenas ouça) e Depois da audição bem apurada passamos para... O tato (sinta tudo, a temperatura do ar, a brisa leve na pele a sensação da rouba no corpo, etc); O olfato, sinta o cheiro do ar; Paladar, prove a sua saliva e concentre-se no seu sabor e, por último a visão. Trabalhamos a visão por útimo pois ela é um sentido dominante e mais influente que temos, por isso procuramos não nos influenciar pelas impressões visuais no inicio. Todo esse preparo traz o olhar neutro e presente ao momento.

Esse estado de presença é essensial para a neutralidade e equilíbrio da nossa comunicação e dos nossos gestos. Épreciso trabalha-lo sempre e ao máximo e quanto mais exercitarmos esse estado de estar mais presentes nos tornamos e mais atentos ficamos em relação ao nosso bem estar.

O estado presente ajuda o corpo a recordar as maneiras ancestrais de convívio, visando o bem estar coletivo. Só quebramos o vitral do contato humano livre de conceitos quando estamos presentes.